quarta-feira, 17 de abril de 2013

4 dicas para estimular a parceria entre irmãos


O amor entre eles é inquestionável, mas a convivência precisa ser cuidada e incentivada. Veja algumas sugestões para melhorar o relacionamento dos irmãos



Fernanda Carpegiani



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- Respeite o jeito de cada um e valorize as diferenças sem fazer comparações entre eles. Se for elogiar ou criticar, tente não usar o outro filho como parâmetro. Valorizar os atributos positivos de cada um faz com que entendam que são seres especiais e únicos, inclusive nos defeitos e qualidades;


- A relação entre os irmãos se fortalece quando os pais estimulam a cooperação em vez da competição. Você pode propor atividades em conjunto, como brincadeiras, jogos, passeios (com os pais ou só entre irmãos) e até incentivar que um ajude o outro nas tarefas e lições de casa;

- Quanto maior a diferença de idade, mais importante é esse estímulo por parte dos pais. 

Quando for sair só com um filho, inclua os irmãos de alguma forma, nem que seja em uma conversa. Se forem a uma loja, você pode trazer uma lembrança para os que ficaram em casa. Assim todos estarão presentes, mesmo que não seja fisicamente;

- Você sabe que os pais são os principais modelos das crianças, e na relação com os irmãos não é diferente. Eles vão se basear na sua relação com o parceiro ou parceira e também na forma de interação de vocês com cada filho. Demonstre amor e carinho para estimular a cumplicidade e criar um ambiente seguro para a interação entre os irmãos.



Segurança na saída da Escola


Após caso de mulher que se passou por mãe de aluno em Barra do Piraí (RJ), pais precisam ficar atentos
Marcela Bourroul

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Um caso que culminou na morte de uma criança de 6 anos chocou os moradores de Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. Tudo começou quando a manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, 22 anos, ligou para o colégio onde João Felipe Eiras Santana Bichara estudava, e fingiu ser a mãe do menino. Ela pediu aos funcionários do Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira que liberassem o garoto mais cedo. 


Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Suzana pegou um táxi e parou em frente à escola e, em seguida, pediu para o taxista buscar a criança. João foi levado até o Hotel São Luiz, no centro da cidade, onde foi asfixiado pela manicure com uma toalha molhada. Ela confessou o assassinato à polícia. 



O caso chegou ao conhecimento da delegacia de Barra do Piraí por volta das 19h de segunda-feira (25) e o corpo de João foi encontrado em uma mala menos de uma hora depois. Várias pessoas envolvidas no caso foram ouvidas ontem, como taxistas, policiais militares e funcionários do colégio. Em depoimento, a manicure apresentou várias versões para a motivação do crime. Suzana foi presa pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, emboscada e por ocultação de cadáver. A polícia seguirá investigando o caso para esclarecer o que motivou o crime. 



Ao ler essa notícia, é muito provável que pais e mães se perguntem se um caso como esse também poderia acontecer na escola de seus filhos. CRESCER conversou com Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), para saber quais medidas as escolas devem adotar para evitar autorizar a saída da criança com a pessoa errada. 



Segundo ele, toda escola deve ter uma regra rígida para liberar os alunos. “O que nós orientamos no sindicato é que exista uma pessoa fixa, que retire a criança com frequência, e que a escola peça que qualquer pessoa diferente tenha uma autorização especial para levar o aluno embora.” Afinal, pode acontecer de os pais ficarem presos no trabalho, no trânsito, no médico ou terem qualquer imprevisto que os impeça de chegar um dia ou outro. 



Outra dica de Benjamin é que os pais identifiquem na agenda do filho quem deve ir buscá-lo em casos excepcionais (a avó, a babá ou quem sempre dá uma força em dias mais complicados). O mesmo também deve ser feito com as pessoas que não devem retirar o aluno em hipótese alguma - especialmente em casos de pais separados, quando uma das partes não está autorizada a ver a criança. 



A escola também pode se certificar de que uma informação é verdadeira, como no caso do telefonema que a manicure fez. Caso um pai ligue avisando que um tio vai buscar a criança, não é zelo demais desligar o telefone e ligar de novo para o número que consta no cadastro do aluno como sendo dos responsáveis e confirmar a informação. Caso na escola do seu filho o sistema de segurança seja falho, você pode sugerir que os pais enviem fotos das pessoas que podem buscar as crianças. 



“Um dos grandes diferenciais da escola particular é segurança, e ela precisa se policiar a todo momento. Eu sinto muito por essa tragédia que, infelizmente, pode acontecer em qualquer lugar”, afirmou Benjamin. 



O Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira foi procurado pela reportagem durante a tarde, mas a porta voz do colégio não estava no local. As aulas foram suspensas até sexta-feira e em nota divulgada no site o Instituto afirmou estar em luto pela morte da criança.