terça-feira, 14 de maio de 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Para as mamães/leitoras do blog!

Meus filhos me chamam de “mamãe”. Não sei exatamente o que determina isso. Eu chamo minha mãe de “mãe” desde pequenininha. É curioso, são formas de falar que vão tomando conta da nossa língua. Aqui em casa, sem nenhum esforço ou regra, virei mamãe. Confesso que acho lindo esses pernas peludas, maiores que eu, sacudirem seus ralos bigodes em mamães daqui e dali. Acho bonita a palavra. Tem um bebê dentro. É como se a primeira sílaba se dobrasse numa gagueira infantil. O som de mamãe pede, chama, me lembra mama, me lembra que amamentei. Não ficaria triste se, de repente, passarem a me chamar de mãe. Mãe também é lindo. Mas mamãe é campeão.
O problema é que eu também ando me chamando de mamãe. “Quer que a mamãe faça pra você?” “A mamãe sai do teatro e te liga.” Não sei exatamente o porquê. Nunca fui muito destes clichês tatibitati e até admito ter tomado certo cuidado com eles, mas vivo agora deixando escapar um irritante mamãe referindo a mim mesma na terceira pessoa como se eu fosse o Pelé ou a rainha da Inglaterra. Me sinto ridícula. Meus filhos já são dois brutamontes e eu fico falando “a mamãe pega”! Quando eles eram pequenos, ainda tudo bem, mas agora parece que eu estou me referindo à maior mãe do universo, a grande mãe, a Mãe Terra. “A Pachamama vai passar um e-mail e já vai.” Não sei o que me dá. Escapa. É maior do que eu. Entretanto, desconfio que seja algum movimento do meu inconsciente nesta hora limítrofe de meus filhos adolescentes. Estou em temporada com uma peça onde faço o papel da mãe nervosa de uma adolescente. O texto é muito bom. Algumas vezes, digo para a menina que não pode fazer algo porque ainda é uma criança e outras porque não é mais uma criança. Adolescente é criança ou adulto quando convém. A eles e aos pais. Os dois lados se aproveitam do terreno fronteriço onde se equilibram. Tenho vontade de ligar para a mãe do amigo do Pedro para saber se ela vai ficar em casa depois que eu deixá-lo lá e, ao mesmo tempo, quero que ele compre sozinho os ingressos do cinema pela internet e faça sua cama ao acordar. É uma fase de grandes contradições.
Talvez esse “mamãe” continue mesmo teimando em minha boca numa inconsciente valorização de despedida do meu papel de protetora. É bonito demais ver crescer a autonomia de nossos pequenos mas, vamos confessar, é também muito doído. Isso talvez explique muitos dos micos a que nós, mães, nos sujeitamos. Me perdoem, a mamãe promete que vai continuar se esforçando para tirar o mamãe da boca, mas a mamãe tem quase certeza que é puro ato falho pela imensa saudade antecipada que ela está sentindo de todos esses mamães.
por DENISE FRAGA
Fonte: www.revistacrescer.globo.com
Mantendo o vínculo com seu filho enquanto você trabalha!
A revista CRESCER trouxe em sua última edição uma matéria com algumas dicas para que mesmo em seu trabalho você esteja de alguma maneira presente para seus filhos. Dentre as dicas estão: uma foto, um objeto seu, um telefonema.
Confira a reportagem a seguir, retirada de: www.revistacrescer.globo.com

Até os seus colares podem ajudar a matar a saudade
Vocês se veem rapidamente durante a manhã e depois só à noite, após o trabalho. Nesse intervalo, bate uma saudade e até uma pontinha de ciúmes da babá ou da professora da escola. Veja cinco maneiras de se manter bem próxima do seu filho, mesmo quando você não está em casa.
- Ligue para ele: Um estudo da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, mostrou que o cérebro da criança reage da mesma maneira – liberando ocitocina, o hormônio do bem-estar – com o contato físico ou com um telefonema da mãe.
- Faça uma gravação: Pode ser lendo uma história, cantando uma música ou apenas mandando um recado para dizer que está com saudades. Dessa forma, seu filho vai poder ouvir a sua voz sempre que quiser.
- Converse com uma câmera pela internet: Se você trabalha em um escritório, verifique se é possível instalar um programa de conversa instantânea com uma webcam para falar e ver seu filho ao mesmo tempo. Você pode reservar 15 minutos do horário do seu almoço para conversar com ele.
- Deixe seu filho brincar com um objeto seu: Pode ser uma peça de roupa com o seu perfume, seus colares ou qualquer outro objeto que lembre você e possa diverti-lo.
- Coloque uma foto sua na lancheira: Se for do fim de semana, melhor ainda e se ele já souber ler, você pode escrever um bilhete com uma mensagem carinhosa.
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