Em outubro de 2011 o jornal O Globo trouxe por Amanda Moura uma reflexão sobre as diferenças entre esses dois trabalhos de orientação. Vale à pena a leitura abaixo:
O termo "orientação vocacional" ainda está muito
atrelado no imaginário da sociedade aos antigos testes aplicados em estudantes.
Porém, o momento de descoberta do ofício a seguir pode ser bem mais complexo. A
orientação profissional, por exemplo, vem como um método complementar, que pode
tornar a decisão mais embasada. Entender a diferença entre as duas linhas e o
que cada uma aborda é essencial para que elas possam servir como um auxílio
nesse momento e não como mais um obstáculo para essa escolha tão importante.
- A orientação vocacional pretende ajudar a pessoa a conhecer o seu
perfil e, assim, perceber quais são suas áreas de interesse, o que vai bem além
dos testes. Porém, apresentar apenas essa informação deixa o jovem perdido em
um mar de opções. Aí que entra a orientação profissional, já que para optar por
determinada carreira é preciso ter conhecimento da mesma - explica André
Moraes, sócio-diretor da Talento e Profissão, empresa especializada em orientar
jovens quanto à escolha profissional.
O aspecto de complementaridade entre os segmentos também é destacado por
Rubens Gurevich, CEO da Your Life, do Grupo Thomas International, empresa de
gerenciamento de carreira.
- A vocação está ligada ao aspecto comportamental do estudante e o lado
profissional tem um enfoque mais técnico. Os dois caminham juntos e precisam
ser explorados para que o indivíduo tenha mais êxito na sua decisão. Passar por
esses procedimentos não garante uma escolha acertada, mas facilita para que o
caminho seja escolhido com mais sensatez - diz Gurevich, que complementa que,
após a escolha profissional, a vocação volta a entrar em cena, já que as
profissões, a cada dia, oferecem múltiplos caminhos a seguir.
Tanto Moraes quanto Gurevich têm o pensamento de que os já citados testes
vocacionais estão defasados. Saulo dos Santos, psicólogo e membro do grupo de
trabalho de avaliação psicológica do Conselho Regional de Psicologia do Rio de
Janeiro (CRP-RJ), acredita na validade desse tipo de testagem, porém, pondera
sobre o modo como este deve ser utilizado.
- A avaliação psicológica de uma pessoa que pretende escolher a sua
carreira não pode estar ligada somente aos testes. Isoladamente, eles não são
suficientes. É necessária uma análise do contexto sócio-econômico, familiar,
político, dentre outros aspectos, da pessoa, através também de observação e
entrevistas. Os vinte minutos de aplicação de uma avaliação não podem ser tão
decisivos.
Fonte:http://oglobo.globo.com/economia/emprego/entendendo-diferenca-entre-orientacao-profissional-vocacional-2745279
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