sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012 bate à porta! Roda dos Sonhos deseja a todos muita realizações!


 Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Dica de filme para toda a família!




Baseado no livro "O pequeno Nicolau" de Sempé / Goscinny o filme com o mesmo nome traz a história e as aventuras do menino Nicolau, de 9 anos, na escola, em brincadeiras com os amigos e com a família.
O filme agrada tanto aos pequeninos quanto aos pais, vale conferir e aproveitar este período de férias, recesso para reunir toda a família.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Auto estima e a imagem de si mesmo

Autoestima molda imagem corporal de adolescentes
Satisfação com a própria aparência está fortemente ligada à confiança em si
©Shutterstock
A maioria das estudantes do ensino médio associa roupas de grife à beleza física e acreditam que dietas e programas de exercícios divulgados pela mídia podem, de fato, resultar em um “corpo perfeito”. A satisfação com a própria aparência, no entanto, depende mais da autoestima do que de referências veiculadas em revistas e na televisão. Essa é a conclusão do estudo conduzido pela engenheira de alimentos Jane Palermo, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


A pesquisadora aplicou um questionário sobre crenças e percepções a respeito do próprio corpo a 127 adolescentes de uma escola pública de Campinas. As perguntas abordavam aspectos como o peso da opinião dos familiares e se associavam beleza ao sucesso profissional. Ela observou que as voluntárias com as medidas dentro dos padrões estabelecidos não eram necessariamente as mais seguras a respeito da própria aparência. Várias participantes com sobrepeso, aliás, mostraram-se satisfeitas. Para a pesquisadora, apesar das pressões da mídia e da sociedade a avaliação da própria imagem é subjetiva e não se baseia apenas na percepção física. Algumas consideram aspectos como ter bom humor ou serem extrovertidas na autoavaliação. Da mesma forma, é comum que mesmo meninas magras ou de peso normal adotem dietas drásticas ou acreditem que são marginalizadas por causa do corpo.

O que a vida separa o Natal aproxima!

O fim de ano nos traz muitas recordações daquilo que já vivemos, das pessoas que já passaram por nossas vidas e também nos traz novas possibilidades, nos faz pensar no que gostaríamos de ser  para os próximos anos. 
Desta maneira, o que é distanciado de nós por nosso dia-a-dia, por nossas vidas, o Natal e o Ano Novo  com sua possibilidade de novas promessas e desejos a serem realizados, aproximam.
Este comercial da Bauducco de 2011, vinculado na TV, retrata bem esta experiência de fim de ano...vale conferir!


Divulgando...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Linha pedagógica é fator importante na hora de escolher a escola para seu filho!

Chegou a época de matrículas nas escolas particulares e com elas o dilema de muitos pais, que têm uma tarefa nem sempre fácil pela frente: escolher a escola dos filhos, ambiente em que estes passarão a maior parte do tempo. Além de observar fatores como infraestrutura, localização e preços, os pais devem estar atentos também às diferentes linhas pedagógicas adotadas em cada instituição, que podem interferir na relação ensino-aprendizado e, assim, na formação intelectual (há quem diga ainda emocional) da criança.
Para a especialista em educação infantil da Universidade Federal Fluminense (UFF), Maria Vittoria Pardal, as visitas às instituições, portanto, são mais que recomendadas.
“A família precisa conhecer o projeto político-pedagógico da escola até mesmo para ver se há uma afinidade entre os preceitos e valores da instituição e os familiares”, avalia.
Segundo a psicóloga, é interessante que os pais possam verificar, no cotidiano da unidade, como a linha teórico-pedagógica é empregada, quais os tipos de atividades aplicadas em aula, enfim, como o conteúdo é direcionado. Mas, ela ressalta: a opinião da criança deve ser levada em conta neste momento, jamais ignorada.

“A criança deve ser ouvida nessa escolha. Não adianta o pai querer determinada escola por ela se adaptar melhor ao projeto de formação que ele tem para o filho, a criança também precisa gostar do ambiente. Afinal, ela é quem frequentará a escola. Feliz, a criança terá melhor rendimento, assimilará mais facilmente os conteúdos”, observa.
De acordo com o professor da Faculdade de Educação da UFF, Aroldo Magno de Oliveira, existem basicamente dois tipos de escolas, as tradicionais e as progressistas. A diferença estaria na concepção de sujeito, de indivíduo, que se tem nas unidades tradicionais. Para o especialista, cujo entendimento, cabe ressaltar, não é unânime entre os profissionais da área, a primeira linha abrangeria todas as propostas pedagógicas, com exceção da pedagogia baseada nas ideias do educador Paulo Freire, a única verdadeiramente progressista na sua visão.
“As escolas desta grande linha teórico-pedagógica vão de encontro à tradicional, por provocarem uma ruptura no modo como que se encara o aluno. Elas trazem a concepção do social, da construção do conhecimento coletivo através de processos interativos, por exemplo. Ou seja, enquanto as demais escolas (tradicionais) priorizam a individualidade do aluno, este se desenvolve por ele mesmo. Na escola freiriana, são abordados também problemas comuns, sociais e econômicos para construção do conhecimento coletivamente. O aluno aprende a superar complicações comuns em grupo”, explica. 
De acordo com Aroldo, esta seria a grande vantagem da linha freiriana em relação às demais. 
Na prática, porém, as teorias (tradicional ou progressista) nem sempre se manifestam puramente no dia a dia dos alunos. Existem muitas outras metodologias, ou seja, maneiras de se repassar o conteúdo, presentes nas unidades escolares. Assim, cada escola usa os preceitos de uma ou mais linhas pedagógicas para “moldar” suas aulas.

“Os projetos, por mais que direcionados, não são excludentes, procuram incorporar aspectos que consideram positivos de outras linhas até porque existe um currículo, de base tradicional, elaborado pelo MEC, a ser seguido. O método construtivista, por exemplo, em tese ignora a divisão por séries e turmas, mas, na prática, acaba adotando-a”, salienta.
Outros pedagogos, no entanto, preferem classificar as linhas teórico-pedagógicas de maneira diferente, com destaque para três correntes: tradicional, escolanovista e crítico-social dos conteúdos.
Nesta visão, a corrente escolanovista, fundamentada na Escola Nova, movimento que ganhou força no Brasil na década de 1930 com o educador Anísio Teixeira, surge, sim, em oposição à tradicional, cuja metodologia considera falha e inadequada. Pretende dar lugar a um ensino mais humano, centrado não na quantidade, mas na qualidade. E, ao contrário da tradicional, por não priorizar a exposição de conteúdos, segundo alguns profissionais da área, pode ser falha na hora do vestibular. Nesta corrente, estariam diversas teorias e métodos, como o construtivista ou piagetiano; montessoriano – baseado nos estudos da médica e educadora Maria Montessori; entre outros. Já na última tendência, a crítico-social dos conteúdos, estaria a concepção pedagógica de educadores como Paulo Freire.
Discussões teóricas à parte, fato é que as diferentes linhas pedagógicas podem fazer toda a diferença na educação do aluno. Saiba mais sobre as principais linhas encontradas em escolas de Niterói a seguir.
Pedagogia tradicional com aulas expositivas
A pedagogia tradicional é a mais aplicada atualmente. Segundo especialistas, tem como princípio fundamental a transmissão de conhecimento através de aulas expositivas, com ênfase na repetição de exercícios visando à memorização. A função primordial da escola, nesse modelo, é transmitir conhecimentos disciplinares para a formação geral do aluno, formação esta que o levará a inserir-se futuramente na sociedade, a optar por uma profissão valorizada, tornando-o apto a concorrer ao vestibular, por exemplo.
Nesta linha, o conhecimento é repassado como se o aluno fosse uma “tábula rasa” – expressão latina que significa “tábua raspada”, o mesmo que uma folha de papel em branco –, aspecto pela qual é criticada por muito educadores. Além disso, nas aulas tradicionais, afirmam pedagogos, os conhecimentos são concebidos como verdades não sujeitas a variações nem à dependência de contextos, diferentemente de pedagogias mais modernas, em que o estudante deve “construir o conhecimento” e não simplesmente absorvê-lo.
As provas são o principal método de avaliação para promoção escolar, pois medem a quantidade de conhecimento apreendida. Quem não alcança a pontuação mínima é reprovado.
O pedagogo Aroldo Magno ressalta que muitas características do ensino tradicional estão presentes no Brasil e no mundo, mesmo nas escolas com linhas de ensino mais modernas, já que a própria formação de professores ainda é essencialmente tradicional.
O Colégio La Salle Abel, em Icaraí, é um exemplo de escola com princípios tradicionais. O diretor da unidade, Irmão Arno Lunkes, enfatiza, no entanto, que, apesar da base tradicional, a instituição não parou no tempo. Para ele, é possível, sim, aliar tradição com inovação.
“O termo escola tradicional, hoje, gera um grande mal-entendido, pois muita gente confunde tradicional com retrógrado. Um equívoco. Ser tradicional significa que carregamos a tradição da experiência em conhecimento e processo educativo. E é essa experiência, calcada em um fundamento teórico e histórico, que nos permite incorporar novas tecnologias, inovar com a força histórica da tradição”, defende.
O diretor destaca ainda a importância da pedagogia lassalista “na formação emotiva, afetiva, moral e ética dos alunos”.
Foi pensando nisso que a nutricionista Andréia Luzia Moreira Vieira, de 43 anos, matriculou os filhos Gabriel, de 11 anos, e Guilherme, de sete anos, alunos do sexto e primeiro ano do Ensino Fundamental, respectivamente, na instituição.
“O mais velho teve uma experiência em uma escola com uma linha mais solta, mas o ensino de lá não me agradou muito. De início, não há tanta diferença, mas, à medida que ele foi crescendo e o currículo se estendendo, comecei a sentir falta de um direcionamento, por isso optei pela linha mais tradicional”, relata.
Para a mãe, o ensino mais tradicional não é sinônimo de “coisa rígida”. Ela reitera ainda a importância dos pais conhecerem os princípios e valores da instituição.
“É preciso ver a escola como um todo, afinal, ela é a extensão, o complemento, digo até que um segundo lar e, por isso, seus preceitos éticos e morais têm que ter a ver com os que a família preza. Não adianta se ter em casa um tipo de educação e na escola ser tudo solto, não ter regra. No Abel, as crianças têm recebido muito conteúdo e aprendido a ler e interpretar muito bem. Além disso, a escola agrega o ensinamento religioso e também aborda temas importantes da atualidade, como a preservação do meio ambiente. Sem falar nas atividades extraclasse, como teatro e música. E o mais importante, eles também estão gostando”, diz Andréia.
Freiriana
Nesta outra linha, os aspectos culturais, sociais e humanos do aluno são levados em conta. É baseada nas ideias do educador Paulo Freire, para quem o conhecimento faz sentido para o estudante quando o transforma em sujeito que pode transformar o mundo. Bom senso, humildade, tolerância, respeito, curiosidade são alguns dos princípios defendidos por esta corrente. A educação se torna uma ferramenta para “libertar” o aluno.
Para a diretora pedagógica do Colégio Paulo Freire, no Engenho do Mato, Cristina Morais, essa prática pedagógica propicia a construção de um pensamento mais crítico, voltado para as questões sociais e ambientais.
“Buscamos trabalhar o desenvolvimento emocional, social e cognitivo de cada aluno. Além do conteúdo do MEC, a partir do sexto ano temos o Fórum Contemporâneo, uma disciplina que procura trazer à discussão os problemas do mundo. Nela, os alunos discutem, debatem e trazem sugestões para esses problemas, sem interferência do professor. Isto propicia a liberdade de expressão e a formação do pensamento. Já com as crianças menores trabalhamos com a horta e o viveiro de animais, que vêm despertar o pensamento ecológico”, exemplifica.
A área de 5 mil metros quadrados da escola, no pé do Parque Estadual da Serra da Tiririca, somada à pedagogia, chamou a atenção da gerente de projetos Alessandra Ramos, de 36 anos, mãe de Beatriz, de dois anos, que está no maternal, e Tales, de sete anos, aluno do primeiro ano do Ensino Fundamental.
“Ela está sendo muito bem-preparada na alfabetização e vem apresentando um bom rendimento. Não conhecia muito bem essa linha, mas estou gostando”, conta, enquanto a pequena Beatriz se diverte na casa da árvore, que salta aos olhos na área central do espaço.
Linhas de estímulo à criatividade
A linha construtivista, como o próprio nome sugere, se baseia na construção do conhecimento, que vai além do limite físico da sala de aula. O professor deixa de ser o centro do processo, como na tradicional, dando lugar ao aluno; deixa de ser o transmissor dos conteúdos e passa a ser o facilitador da aprendizagem. Os conteúdos programáticos, por sua vez, passam a ser selecionados a partir do interesse do aluno, e as técnicas pedagógicas da exposição de conteúdos cedem lugar aos trabalhos em grupo, jogos de criatividade e atividades lúdicas. A avaliação deixa de valorizar os aspectos cognitivos, com ênfase na memorização, passando a valorizar os aspectos afetivos, com ênfase na autoavaliação.
Segundo o professor Aroldo Magno, esta linha enfoca a construção do conhecimento levando em conta a formulação de hipóteses e a resolução de problemas. Tais hipóteses são tidas como legítimas no processo de aprendizagem de acordo com as fases de desenvolvimento do aluno (descritas na psicologia de Jean Piaget). Por exemplo, para uma criança em fase de alfabetização, escrever leite com “i” no final é uma hipótese legítima, afinal o “e” neste caso tem som de “i”. Cabe ao professor fazer o diagnóstico do “erro” e levar o tema à discussão.
Para a coordenadora pedagógica do Ensino Infantil da escola Catavento, no Sapê, que segue o currículo High Scope, de base construtivista, Daniela Santos, o objetivo é que o aluno adquira autonomia.
“A rotina prevê ainda alguns momentos específicos para a criança experimentar o que o adulto vivencia na vida dele. Um desses momentos é o de ‘planejar, fazer, rever’, quando a criança escolhe em que área quer trabalhar. As salas são divididas por áreas: área da casa, área de blocos, área de artes, etc. O ‘fazer’ tem a mediação do professor, o ‘rever’, que é como o plano foi feito, estimula a organização de pensamento, a memória. Isto permite ao aluno expressar suas preferências e ao professor, identificá-las e, assim, estimular, incentivar outras, respeitando suas escolhas, é claro”, acrescenta. 
Já a coordenadora do Ensino Fundamental, Clarice Pessoa, destaca a importância do método na formação global do aluno.

“Ela não só prepara para o vestibular como para a vida. O aluno é estimulado a levar suas questões para a assembleia de classe e, assim, exercer sua cidadania, viver a democracia”, ressalta. 
A artista plástica Sandra Tavares, de 40 anos, mãe de Lara, de 10 anos, defende a pedagogia.

“Ela estimula outras áreas de conhecimento, como artes e ecologia. O olhar individualizado sobre o aluno, que tem voz e vez, liberdade de expressão, é importante para ele desenvolver a capacidade de argumentação, o que não quer dizer que não haja um direcionamento. O conteúdo não é solto, mas a criança pode se expressar”, opina.
Montessoriana
É a metodologia criada pela médica e educadora italiana Maria Montessori. Parte do princípio da experiência concreta e da observação e para isso dispõe de um material especial de apoio (adquirido através de catálogos de empresas especializadas) em que a própria criança observa se está fazendo as conexões corretas. Tais equipamentos originaram vários brinquedos pedagógicos.
De acordo com o pedagogo Aroldo Magno, a linha montessoriana tem base construtivista, na qual o aluno é o centro de tudo. A diferença básica é que, no caso da montessoriana, “o professor induz o aluno a chegar a determinado ponto”.
As salas de aula das escolas desta linha chamam a atenção pelas estantes, onde são acomodados os materiais coloridos. Acomodam, geralmente, 15 crianças com até três faixas etárias diferentes e de dois a quatro orientadores de classe (como são chamados os professores montessorianos, com formação diferenciada). Cada sala tem ainda uma finalidade, como o ensino da matemática e da linguagem. Há ainda a de conhecimento de mundo, que visa a desenvolver a independência e a autonomia da criança.
A diretora pedagógica do colégio Prisma Montessori em Itaipu, Ubaldina Moura Coutinho, enfatiza o estímulo à criatividade e cita exemplos notórios de alunos de escolas montessorianas aos quais esta qualidade não faltou: os criadores do Google e da Wikipédia.
“Tem-se a ilusão de que a escola montessoriana é muito solta porque, em determinados momentos, é o aluno quem escolhe o material com que deseja trabalhar. Mas não é por aí, pelo contrário, temos uma disciplina rígida. E os alunos levam a sério”, completa.
Em relação à corrente que prega que escolas não tradicionais preparam menos para o vestibular, ela conta que costuma ter o feedback de alunos egressos e contesta a versão. Um exemplo é a filha do professor de educação física e mestre de capoeira José Edélsio Soares Filho, de 39 anos, a estudante Amanda Farias Soares, de 17 anos.
“Ela sempre estudou em escola montessoriana e passou para várias universidades públicas, além da Marinha e Aeronáutica. E atribui o êxito ao ensino montessoriano, não só pelo conteúdo, mas pela calma e autoconfiança que o método proporciona e que foi determinante também na escolha da carreira, cadete da aeronáutica. Esse método é bem interessante porque também estimula o respeito às diferenças com naturalidade e a integração social”, relata o pai.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O ESPORTE MAIS ADEQUADO PARA SEU FILHO

A escolha do esporte é uma decisão conjunta entre pais e filhos

Muitos pais que decidem que seu filho ou filha tenha que praticar um esporte, acabam tendo a mesma dúvida: “Que esporte é melhor para ele ou ela? “ Existe um esporte para cada idade, para cada tipo de personalidade, e para cada necessidade que tenham as crianças.


Por exemplo, para uma criança tímida, irá bem a prática de um esporte em equipe, porque a ajudará a socializar-se. Para uma criança preguiçosa, seria melhor um esporte individual porque a obrigaria a esforçar-se. E assim, com tudo.
A escolha de um esporte é uma tarefa que se deve fazer em conjunto, entre filho e pais. É necessário, sobretudo, respeitar o gosto e o interesse dos pequenos, e nunca obrigá-los que façam algo que não gostem. Aos pais cabe determinar o horário disponível para a prática do esporte e se está à sua altura, economicamente falando.Cada vez menos se escolhe o esporte pelo sexo que tenha a criança, ainda que existe uma tendência natural de que as meninas escolham ginástica, e os meninos, o futebol. Ainda assim, tudo está mudando, e tanto os meninos como as meninas já compartilham todos os esportes.


Esportes para crianças de três a cinco anos de idade

Não devem fazer mais de três ou quatro horas de exercícios físicos por semana. Em todo caso, é aconselhável que antes façam uma consulta com o pediatra sobre o esporte que convém praticar, caso a criança sofra de algum problema respiratório ou físico. Nessa idade, o melhor esporte que as crianças podem praticar é a natação. Neste esporte poderão trabalhar todos os aspectos importantes no desenvolvimento do pequeno, como são a coordenação, a resistência, a disciplina, e a relação entre o esforçoe o resultado.

Esportes para crianças de cinco a sete anos de idade

Nessa idade, o importante é que a criança realize vários e diferentes esportes para que possa escolher livremente depois do que mais gosta. O esporte que praticam nessa idade, pode dar-lhes uma base grande de diferentes capacidades. O ideal seria que fizessem um esporte individual e outro coletivo. O individual poderia ser a natação, a ginástica desportiva ou as artes marciais (Tae-Kwon-Do, Judô) e os coletivos seriam os típicos, como o futebol, basquetebol, handebol, voleibol e outros.

Esportes para crianças de oito e nove anos de idade

Nessa idade, os pais já se perguntarão se seu filho precisa de um esporte só para divertir-se ou querem um desportista de competição. Tudo dependerá da opinião que tenha o menino ou a menina, ainda que sempre será a opinião dos pais que vai prevalecer. Eles devem optar se estão dispostos a sacrificar-se pelo esporte de competição, já que necessita de uma dedicação maior, ou só pratique esporte e ponto. A escola de competição exige assistência e apoio máximos, como alimentação, horários adequados, etc.
Escolher o esporte mais adequado para os filhos exige que se conheça seus gostos, suas capacidades corporais, possibilidades, seu caráter e suas necessidades:
1- Para crianças coordenadas, os esportes coletivos podem ser uma boa opção, como são o voleibol, o basquetebol, o futebol, handebol.
2- Para crianças inquietas ou nervosas, com falta de concentração, mas trabalhadoras quando motivadas, melhor que optem pelo atletismo ou a natação.
3- Para crianças perfeccionistas, com autocontrole e com capacidade de sofrimento, o melhor são os esportes individuais como a ginástica desportiva, o tênis, ou as artes marciais.
4- Para crianças fortes e com boa forma física, pode-se optar por esportes com riscos de lesões como o boxe e o rugby.
5- Para crianças muito ágeis, qualquer esporte que escolher terá êxito.
Em todos os casos, o melhor é solicitar a orientação do professor, antes de tomar qualquer decisão. Ele saberá avaliar melhor sobre qual o esporte ideal para cada menino ou menina.

domingo, 20 de novembro de 2011

Briga de criança


Durante um conflito meninos tendem a apoiar os fortes;
meninas costumam socorrer os frágeis

© Yaviki/Shutterstock

Ao contrário dos adultos, as crianças têm uma capacidade natural de se reconciliar após uma disputa, contanto que façam parte do mesmo grupo. É o que afirma uma pesquisa realizada por um grupo de antropólogos da Academia Russa de Ciências, coordenada por Marina Butovskaya, em que foi estudado o comportamento das crianças de 6 anos, em média. Segundo o estudo, é raríssimo que antes da adolescência se formem inimizades estáveis se os pequenos compartilham o mesmo território – classe, time de futebol ou o pátio do prédio onde vivem. Elas costumam reatar a amizade espontaneamente, sem carregar consigo rancores ou ressentimentos. E se um adulto fizer uma intervenção as coisas podem piorar, porque os protagonistas da briga sentem que ela foi mais grave do que realmente é, já que despertou a atenção de alguém “grande”. Pesquisadores russos também descobriram uma diferença interessante entre meninos e meninas: os primeiros tendem a elevar o próprio status no grupo dando razão ao mais forte; já as meninas se preocupam mais em reconciliar os adversários e ajudam os mais fragilizados. Após os 6 anos as crianças começam a absorver os modelos culturais dos adultos, por isso não é estranho notar essas diferenças, principalmente em uma sociedade como a russa, na qual os homens são machistas e as mulheres, particularmente dispostas a prestar solidariedade.

domingo, 13 de novembro de 2011

Reportagem da revista "Isto É" de 11 de novembro de 2011

Como usar o tempo livre

Pesquisa mostra que a maioria das pessoas não sabe lidar com as horas ociosas. Saiba o que fazer para valorizar esses períodos

Francisco Alves Filho
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CONFUSÃO
A universitária Ana Carolina Emellick não consegue administrar suas horas livres
Ter tempo livre e não saber o que fazer com ele. Esse dilema pode parecer paradoxal numa sociedade tão acostumada a se queixar da falta de horas ociosas. Para muitas pessoas, no entanto, é isso o que acontece. Pesquisa de duas universidades americanas, a University of Cincinnati e a Baylor University, feita com 1.329 jovens concluiu que entrevistados com mais tempo livre se mostraram mais infelizes. A prática em consultório leva especialistas a lamentar que as pessoas não saibam como aproveitar os momentos sem a pressão do trabalho ou do estudo. Um deles, o psicanalista paulista Viktor Salis registrou esse fenômeno moderno no livro “As Orelhas do Rei Midas”. Segundo ele, essa é a causa de muitos casos de ansiedade e depressão que chegam ao seu consultório. O problema se agrava quando, mesmo com todo o tempo do mundo, os projetos pessoais não são tocados. “É comum os indivíduos gastarem suas horas livres com atividades secundárias, e isso gera muita frustração”, aponta o psicólogo paranaense Flávio Pereira. Nessas circunstâncias, o tempo ocioso, antes tão ansiado, vira fator de angústia.

O primeiro passo para aprender a usar o tempo livre é achar o equilíbrio entre estar muito ocupado e ter tempo de sobra. “Vivemos em uma sociedade em que o tempo é essencial e a percepção da falta dele está associada a níveis baixos de felicidade”, diz o relatório da pesquisa das universidades Cincinnati e Baylor. Os resultados do trabalho mostram que essas horas de sobra não são obrigatoriamente uma alavanca para o bem-estar. “Viver com quantidade equilibrada de tempo é o ideal.” Encontrar esse caminho não é nada fácil, e a cada dia surgem novos obstáculos. O professor de filosofia Eduardo Chaves, do Centro Universitário Salesiano, em São Paulo, diz que essa falta de habilidade em lidar com o tempo livre é muito comum. “Por isso, adolescentes em férias reclamam de tédio, apesar de antes terem contado os minutos até o fim das aulas”, exemplifica. O problema é mais grave quando acomete adultos, que elegem suas prioridades e não conseguem cumpri-las. Nesses casos, segundo Chaves, a solução se resume a uma palavra, vista por muitos como antipática: disciplina. “É preciso entender que disciplinar nossa rotina não é algo opressor, mas uma forma de exercer plenamente a liberdade”, afirma.
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OCUPAÇÃO
A chef Célia Pessoa arruma atividades até nos feriados, como plantar mudas na varanda
É o que falta à universitária carioca Ana Carolina Emellick, 20 anos. Até um mês atrás, ela tinha o dia completamente tomado e sonhava com o momento em que poderia se dedicar a seus interesses. Atualmente, mantém como único compromisso fixo a faculdade, apenas na parte da manhã, e não consegue tirar proveito das horas livres. “Num dia deixo de ir à academia porque fico mais do que deveria na internet, no outro não vou fazer compras porque dormi além da conta”, diz a jovem, que se confessa frustrada por não aproveitar o tempo como gostaria.

Férias e aposentadoria são dois gatilhos para a angústia que ataca quem não sabe mais viver fora da pressão. Como Roberto Guilheiro, 58 anos, que quase foi à loucura com a ociosidade depois de vender a loja de automóveis na qual trabalhou por 15 anos, na zona sul do Rio de Janeiro. “Tento ocupar meu tempo com entretenimento e lazer, mas fico achando que estou perdendo alguma coisa”, conta ele, que pensa em abrir um novo negócio para resolver a questão. Dona de um bufê, a chef Célia Pessoa é outra que não relaxa nas horas de folga. Nos fins de semana e feriados, mesmo quando não tem nenhum evento para organizar, não fica parada. “Nem lembro a última vez que passei muito tempo sentada, apenas refletindo”, diz ela. No último feriado, em vez de descansar, plantou mudas no jardim de sua varanda. Também é comum organizar reuniões em casa em que põe a mão na massa e cuida da comida. “Fui como convidada ao aniversário de um amigo e abandonei os conhecidos para me juntar ao pessoal da cozinha”, lembra. O professor Eduardo Chaves diz que é preciso dar valor ao ócio. “Até para voltar ao trabalho renovado, com mais energia.” O psicanalista Viktor Salis critica o fato de que o período de ócio tenha deixado de ser encarado como processo criador. “É nesse espaço que você constrói sua personalidade e reflete sobre o mundo”, ensina..
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“É preciso entender que disciplinar nossa rotina não é algo
opressor, mas uma forma de exercer plenamente a liberdade”
Eduardo Chaves, professor de filosofia
A tecnologia poderia ser um grande aliado na otimização dos dias livres, mas gera um efeito contrário. “Com os apelos dos tablets, smartphones e outros aparelhos, as pessoas tenderão nos próximos anos a ter ainda mais dificuldade para gastar seu tempo de maneira proveitosa”, acredita o psicólogo Flávio Pereira. Por via das dúvidas, ele próprio tomou suas providências para não cair na armadilha. “Tenho um novo smartphone cheio de recursos e já descartei vários aplicativos que poderiam me fazer perder tempo à toa.” Evitar ceder às tentações tecnológicas é uma providência fundamental para valorizar o próprio tempo.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CONTARDO CALLIGARIS - O sentido faz falta?


A gente procura um sentido para a vida somente quando o cotidiano perde sua graça e seu encanto


É uma queixa frequente: o mundo e a vida fazem pouco sentido -muito menos sentido do que antigamente, completam os saudosistas. Nas famílias, às vezes, essa queixa produz uma espécie de pingue-pongue. Os pais acham que os filhos adolescentes vivem por inércia, sem rumo e projeto: "Eles não estão a fim de nada que preste, não têm uma causa, uma visão de futuro".
Os filhos, confrontados com essa preocupação dos pais, declaram que, se precisassem mesmo de um sentido para viver, certamente não é com os pais que eles o aprenderiam: "Mas qual sentido gostariam que eu escolhesse para minha vida, se a vida deles não tem nenhum?". Nesse diálogo, o sentido parece ser sempre o que falta na vida dos outros que criticamos.
Também existem indivíduos (adolescentes e adultos) que se queixam da falta de sentido em sua própria vida: "Viver para quê? Todo o mundo vai morrer de qualquer jeito; que sentido tem?".
Geralmente, ao procurar responder a essas constatações desconsoladas, amigos, parentes e terapeutas agem como os pais que mencionei antes: querem injetar uma causa, uma visão de futuro na vida de quem lhes parece ter perdido o rumo "necessário" para viver.
Agora, eu não estou convencido de que, para viver, seja necessário que a vida tenha um sentido. Quando alguém se queixa de que sua vida é sem sentido, não tento interessá-lo em grandes razões para viver. Prefiro perguntar (para ele e para mim mesmo) de onde surge tamanha necessidade de um sentido. É curioso que, para alguns, a existência precise de uma justificação, de uma razão, de uma causa, de uma visão de futuro.
Em regra, essa necessidade de justificar a vida se impõe quando a própria vida não se basta mais. Ou seja, é quando os gestos cotidianos perdem sua graça que surge a obrigação de fundamentar a vida por outra coisa do que ela mesma.
Nota clínica: a depressão não é o mal de quem teria perdido (ou nunca achado) uma grande razão para viver. Depressão é ter perdido (ou nunca encontrado) o encanto do cotidiano. Por consequência, tentar "curar" a depressão de um adolescente propondo-lhe militância política ou fé religiosa é nocivo: se a gente conseguir capturá-lo num grande projeto, esse mesmo projeto o afastará ainda mais da trivialidade do dia a dia, cujo encanto ele perdeu.
Resumindo, quando alguém se queixa de que a vida não tem sentido, o problema não é ajudá-lo a encontrar o tal sentido da vida, mas ajudá-lo a descobrir que a vida se justifica por si só, que ela pode ser seu próprio sentido.
A cultura moderna poderia ser dividida em dois grandes blocos (que não coincidem com as tradicionais divisões de esquerda vs. direita etc.): os que pensam que o sentido da vida não está na própria experiência de viver (mas na espera de um além, num projeto histórico etc.), e os que pensam que a experiência de viver, por mais transitória que seja, é todo o sentido do qual precisamos (nota: a psicanálise, inesperadamente, está nesse segundo grupo, por constatar que a gente sofre mais frequente e gravemente pelo excesso do que pela falta de um sentido).
Alguém dirá que, com o declínio das utopias políticas e algum avanço (talvez) do pensamento laico, o sentido da vida está em baixa. Em suma, eu estaria chutando um cachorro morto.
Não concordo: talvez a própria crise das utopias e de algumas religiões instituídas esteja reavivando uma espiritualidade que tenta sacralizar o mundo, prometendo, no mínimo, sentidos ocultos.
O esoterismo "new age" nos garante que a vida tem um sentido misterioso, que a gente nem precisa saber qual é. Melhor assim, não é? Acabo de ler um breve (e delicioso) ensaio do filósofo italiano Giorgio Agamben, "La Ragazza Indicibile" (a moça indizível, Electa, 2010). Agambem (retomando um ensaio de Jung e Kerényi, de 1941, sobre Koré, a moça sagrada -Perséfone na mitologia clássica) mostra que os mistérios de Eleusis (que são os grandes ascendentes do esoterismo ocidental) de fato não revelavam nenhum grande sentido escondido das coisas e da vida -a não ser talvez o sentido de uma risada diante do pouco sentido do mundo.
Ele conclui com a ideia de que podemos e talvez devamos "viver a vida como uma iniciação. Mas uma iniciação ao quê? Não a uma doutrina, mas à própria vida e à sua ausência de mistério".

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dia das crianças!

Já que amanhã é dia das crianças trazemos hoje o trailer de um filme para ser visto em família, agrada tanto os pequenos como os adultos (que certamente já leram e releram esta história!). 
"Uma Professora muito Maluquinha" traz a história do livro de Ziraldo e é estrelado pela atriz Paola Oliveira. 
Vale à pena assistir este filme e relembrar sempre que existe uma eterna crianças dentro de cada um de nós, independente de nossa idade!


Tenham um bom feriado!!!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Um exemplo de superação a ser passado...


Muito mais do que uma bela história de vida ou um rapaz com uma bela voz, este vídeo nos faz refletir sobre a capacidade de superação do ser humano e vai de encontro ao que a Psicologia chama de "resiliência".
Para quem quiser saber mais sobre este termo:
Resiliência - é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003), que estudou a resiliência em organizações, argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto de tomada de decisão entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer.Essas decisões, propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.

Fonte: Wikipedia

Para pensarmos que muitas vezes as soluções de nossas maiores dificuldades estão nas coisas simples!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Os círculos se movem...


É inevitável mas ao olharmos esta imagem temos a impressão de que ela se move, não importa muito para qual ponto dela nos fixamos mais!

sábado, 1 de outubro de 2011

Decidir cansa!



Após um dia estressante é muito mais difícil tomar iniciativas, desde as simples, como resistir ao desejo de comer uma caixa de doces, até as complicadas, como julgar a inocência de alguém

©jiri vratislavsky/shutterstock

Em um único dia, um juiz analisa os pedidos de liberdade condicional de três presidiários cuja ficha criminal e sentença são semelhantes. No entanto, apenas um deles é libertado. Segundo pesquisadores da Ben-Gurion University, em Israel, e da Universidade Stanford, o veredicto pode ter sido influenciado por um curioso fator: o horário da audiência. O criminoso que teve seu pedido concedido compareceu ao julgamento no início da manhã, enquanto os outros dois o fizeram no final do dia.


Em estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas Jonathan Levav e Shai Danziger acompanharam a rotina de juízes experientes por um ano. Os dois chegaram a analisar mais de 1.100 julgamentos. Em média, foi concedido um de cada três pedidos de liberdade condicional. No entanto, foram libertados cerca de 70% dos prisioneiros julgados pela manhã, contra 10% dos que receberam a sentença no fim da tarde. Segundo os pesquisadores, os réus foram ajudados ou prejudicados pela chamada “fadiga de decidir” (decision fatigue), termo cunhado pelo psicólogo Roy Baumeister, da Universidade Estadual da Flórida. Para o psicólogo, a “força de vontade” necessária para evitar recompensas imediatas depende de atividades mentais que exigem a transferência de energia. Ou seja, após um dia cansativo de trabalho é muito mais difícil tomar iniciativas mais simples, como resistir ao desejo de comer uma caixa de doces, ou mais complicadas, como julgar a inocência de alguém.